top of page

Ideias são tão ou mais poderosas do que grandes investimentos: o que o Dia ensina sobre branding criativo

  • Foto do escritor: Dushka Tanaka
    Dushka Tanaka
  • 30 de mai.
  • 2 min de leitura

Já reparou nos nomes dos produtos de marca própria do Dia? Rock na Aveia. Arigató com Fome. Né Qtá Gostoso. Batatinha Quando Frita.


São nomes que fazem rir. Que a gente lembra. Que a gente conta para alguém.

E é exatamente isso que os torna estratégicos.


O que o Dia fez de diferente

Marca própria de supermercado é, por definição, o território do preço. A lógica convencional diz: o consumidor escolhe a marca própria porque é mais barata. Portanto, comunique qualidade e preço competitivo. Seja sério. Seja confiável.


O Dia ignorou essa lógica e ganhou algo que exige alto investimento em mídia para conquistar: presença na memória afetiva do consumidor.


Com nomes irreverentes, a rede conseguiu transformar itens do cotidiano em pequenas experiências de surpresa e bom humor. Uma embalagem de aveia virou um momento de entretenimento no corredor do supermercado. Um pacote de lámen virou piada que circula no WhatsApp.


Isso vai muito além de qualidade e preço. É sobre cultivar uma relação leve e divertida com quem compra.


Por que humor funciona como ferramenta de branding

O humor no branding é uma ferramenta estratégica com efeito comprovado na memória e na identificação emocional.


Quando uma marca consegue nos fazer rir, ela se diferencia de tudo que está na mesma prateleira. E passa a ocupar um lugar especial na memória como parte de uma experiência.

Memória emocional é o que separa uma marca escolhida de uma marca tolerada.


No ambiente competitivo do varejo, onde a diferenciação por preço e qualidade tem limites claros, o Dia encontrou um espaço para inovar que a maioria dos concorrentes nem considerou: o imaginário do cliente.


Inovação não precisa de orçamento milionário

Esse é o ponto central e é o que torna esse case relevante para qualquer empresa, de qualquer tamanho.


Os nomes do Dia não custaram uma campanha de televisão. Não exigiram uma plataforma tecnológica. Custaram criatividade, coragem para sair do óbvio e uma compreensão clara de que o consumidor responde a marcas que têm personalidade.


Esses nomes são mais do que uma brincadeira. São uma forma de dizer que comprar pode ser divertido. Em vez de enxergar o produto apenas como commodity, ele passa a fazer parte de uma narrativa emocional. E isso é branding inteligente, com investimento mínimo para maximizar impacto.


O que qualquer marca pode aprender com isso

A pergunta que fica é simples: qual é o equivalente do "Arigató com Fome" no seu negócio?

Onde está o espaço para surpreender, para fazer rir, para criar um momento de conexão que vai além do produto em si? Muitas vezes, esse espaço existe e não está sendo usado porque a empresa está ocupada demais comunicando atributos racionais, sem perceber a oportunidade emocional que tem nas mãos.


Inovação em branding começa na disposição de olhar para o óbvio e perguntar se existe um caminho mais interessante.

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


© 2021 por The Juicy Lab

bottom of page