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A Sexta Onda de Inovação já começou. Sua empresa está surfando?

  • Foto do escritor: Dushka Tanaka
    Dushka Tanaka
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Existe um padrão na história da economia: de tempos em tempos, uma combinação de novas tecnologias, comportamentos e forças sociais muda as regras do jogo de forma tão profunda que o modelo anterior simplesmente deixa de funcionar. Isso é o que os economistas chamam de ondas de inovação.


E a sexta já está acontecendo.


Quem teorizou as ondas de inovação

O conceito foi desenvolvido pelo economista austríaco Joseph Schumpeter (1883–1950), considerado um dos pais da teoria da inovação e do empreendedorismo. Em sua obra mais famosa, Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942), ele introduziu o conceito de "destruição criativa": o processo pelo qual novas tendências, negócios e tecnologias causam impacto tão grande que moldam e empurram o capitalismo para a próxima era.

Destruição criativa não é metáfora. É o que acontece quando o novo torna o antigo irrelevante, não por má vontade, mas por força do tempo.


As seis ondas

Primeira onda (1785–1845) — Primeira Revolução Industrial Energia hidráulica, máquina a vapor, produção têxtil, siderurgia. O campo migra para a cidade. O trabalho muda de natureza.

Segunda onda (1845–1900) — Segunda Revolução Industrial Carvão, petróleo, eletricidade, telégrafo, telefone, automóvel. Surgem os monopólios, as corporações, o consumo de massa e a urbanização em escala.

Terceira onda (1900–1950) — Terceira Revolução Industrial Aço, química, linhas de montagem, aviação, rádio, cinema. As indústrias culturais e a propaganda nascem como forças econômicas.

Quarta onda (1950–1990) — Quarta Revolução Industrial Petróleo, plástico, eletrônica, informática, biotecnologia, multinacionais. A globalização e o toyotismo redefinem a produção. Começa a sociedade da informação.

Quinta onda (1990–2020) — Quinta Revolução Industrial Internet, telecomunicações, redes sociais, IA, big techs, economia digital e compartilhada. O mundo em rede transforma tudo — de como compramos a como nos relacionamos.

Sexta onda (2020–presente) Sustentabilidade, economia circular, energia renovável, energia verde. A projeção é que por pelo menos 25 anos as preocupações e práticas de empresas e da sociedade para lidar com os desafios ambientais continuem evoluindo.


O que muda para as empresas

A sexta onda tem um driver central diferente de todas as anteriores: a diminuição da emissão de carbono. E isso inverte uma lógica que orientou o capitalismo por séculos.


A tendência não é criar mais produtos, mas sim criar melhor. Reduzir portfólios, entregar multifuncionalidade, incentivar a reutilização e a circularidade das cadeias. Boas práticas de ESG — governança, responsabilidade social e ambiental — deixaram de ser pauta de relatório anual e passaram a contribuir diretamente para o balanço das empresas.


Já dá para ver isso acontecendo. Pesquisa do Fórum Econômico Mundial em parceria com a Fundação Dom Cabral aponta que o cargo de especialista em ESG é uma das profissões com maior potencial de crescimento, com estimativa de um milhão de novas vagas abertas até 2027.


Inovar na sexta onda exige um novo tipo de pensamento

Não basta lançar um produto sustentável e colocar um selo verde na embalagem. A sexta onda exige repensar modelos de negócio inteiros, o que requer metodologia, não só intenção.


É exatamente aí que processos como o Design Sprint e workshops de inovação estratégica entram: para ajudar equipes a imaginar, testar e decidir com velocidade em contextos de alta incerteza e alta pressão por mudança.


O alarme já tocou. A pergunta é o que sua empresa vai fazer com isso.

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